terça-feira, 13 de maio de 2008

Ser Mãe


Missão difícil, que exige de uma mulher o que o seu organismo já se prepara através dos hormônios, mas que sua cabecinha de jovem custa assimilar o que vem pela frente. Educar! Eis o problema. As opiniões se divergem: O método moderno é não dar palmadas nem castigos, para que mais tarde os filhos não fiquem traumatizados. Será esse o caminho certo? Por que nos dias atuais, tem que se apelar para alguém de fora, que venha a sua casa impedir que as crianças batam nos pais e mães e mude o ritmo de toda a família? Como se explicará também, o porquê que certas jovens engravidam aos doze ou treze anos, e muitos e muitos jovens levam a adolescência até aos trinta anos ou mais, sem buscar responsabilidades?
Nós, mães e pais , ensinamos a falar, a andar, a comer e a serem generosos e educados. Se falarmos gritando, eles gritarão. Sozinhos aprenderão a andar, mas temos que ter cuidado para que não levem tantos tombos; Ensinamos também a portarem-se em uma mesa às refeições, como racionais que somos... Não sou psicóloga nem educadora profissional; Baseio-me apenas nos quatro filhos que criei, junto a um marido, cujo exemplo foi o sustentáculo da maneira de ser de três homens e uma mulher. Foram crianças como qualquer outra: brigavam entre si e precisavam de quando em vez de um castigo sentados em cadeiras, ou algumas ameaças que faziam que sossegassem um pouco. A luta e os afazeres de uma mãe às vezes a deixam em desespero. Mas jamais perder o controle e espancá-los. As frustrações que me surgiam de tão difícil tarefa, faziam com que me trancasse no quarto para chorar até que me viesse a calma. Confesso hoje, depois de tantos anos ,que não estava preparada para tão dura jornada dupla, pois aos vinte e três anos veio o primogênito, logo a seguir, o segundo; Nove anos depois, tentamos uma menina, e ela veio abrindo o caminho para mais um menino. Para uma mulher tensa, preocupada, a alegria do nascimento de cada filho é um misto de encantamento e magia com preocupações futuras; nos faz conviver com medo a vida toda, mesmo que sejam adultos e tenham também os seus filhos, jamais deixarão de ser crianças grandes aos olhos das mães que só encontram um pouco de paz nas orações diárias, especialmente nesta época conturbada. Apiedo-me das mães de policiais, das mães dos que estão nas prisões, das mães abandonadas que não conseguiram manter seus filhos por perto, e agradeço ao Criador pela união dos meus, que já até me fizeram ver uma terceira geração.

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