Insônia
- Viro pra cá, viro pra lá
- Deito, levanto, mexo, remexo
- Me estico, me encolho, me enrosco
- E ele não vem. O sono.
- Por que minha mente não pára
- Não dá descanso ao meu micro embutido
- Desodernado, disparado, sem limite,
- Pensando em tantas coisas, sem controle?
- Que fantasmas são esses que me rondam
- Que me levam de volta ao passado,
- Que me trazem problemas insolúveis
- Que só existem porque os invento.
- Levanto então. Entrego os pontos.
- Ando sozinha. Todos dormem.
- Tento aplacar os pensamentos que borbulham
- Vagando pela casa em silêncio.
- Cansei. Deitei de novo. Viro de bruços
- Deito de costas, viro de lado
- O tempo não quer saber, segue implacável
- Não quer parar um pouco para mim.
- E o tic-tac do relógio me inquieta
- Parecendo me dizer: deleta...deleta...deleta!

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