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02/04/2008 05:33 - Madrugada
É madrugada ainda, e me vem a vontade de escrever. Agora que descobri a Internet quero vagar pelo éter para captar o segredo das constelações, e do orvalho, que aproveita a escuridão para chorar molhando a grama que sustenta as flores. Confesso que sinto falta do papel e lápis que me ajudavam desde menina, a expressar meus pensamentos e poemas sem mostrá-los a ninguém. Já estou me familiarizando com a tecnologia, que a meu ver é a matéria se contrapondo ao espírito, (alma) mas muitas vezes se aliando à mesma."Viver e não ter a vergonha de ser feliz", diz a canção. Seria bom se isso fosse possível. A preocupação constante, os medos, a incerteza do futuro, se mesclam a qualquer alegria que se possa ter. Até o nascimento de um filho, que é o ato mais sublime da vida. Após passar a euforia de ter visto, e ainda sem poder crer, que aquela criança inteirinha e perfeita estava lá dentro guardada no seu ventre, inicia-se então uma caminhada árdua até vê-lo crescido, adulto e bem posto na vida. Sofremos com suas dores e vibramos com suas alegrias. Mas, nos dias atuais em que a tecnologia nos faz saber e ver pela TV, crianças morrendo de epidemia causada por mosquito em pleno século XXI, desculpe-me o poeta; mas não se pode ser feliz sem sentir vergonha. Mas se não me engano, o mesmo poeta, em outra canção, lamenta-se: "Não dá pra ser feliz, não dá pra ser feliz..." O dia está amanhecendo. Vou deixar aqui um pensamento do poeta americano.(P. AUSTER) " Escrever é a arte da solidão. É uma maneira de se ficar em harmonia ou pelo menos em paz , com o canto mais sombrio do SER."
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