sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

climax

CLIMAX


Explodiu! Estourou! Segurar, não há mais quem!
O caos é grande, a escuridão assusta
A Terra geme, verga e se acomoda
Sob o aviltante peso dos pombais imensos
Onde se acolhem, apertam e se oprimem
Tipos de gente que antigamente
Levavam a vida calma de família!


Ouvidos moucos, decibéis altíssimos!
Assaltos, correrias, tiros
Crianças abandonadas, mulheres humilhadas
Por monstros que fugiram das algemas !
É o preço que se paga por nascer
É o ágio que nos cobram pra viver
Em sujas, mal cheirosas Megalópoles!


Crianças inda insistem em brotar e...
E vão nascendo como rosas, que teimosas,
No solo duro da ambição desenfreada
Não encontram mais espaço pra vingar!


Plagiando Castro Alves, lanço um grito:
“Escuta o brado meu lá do Infinito!
Meu Deus, Senhor, meu Deus!!!”

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