terça-feira, 11 de outubro de 2011

Segundo o Tempo passa...

SEGUNDO O TEMPO PASSA...
Regina Lagos

Vê-se a luz pela vez primeira, ao despontar para vida, e choramos.
Outras lágrimas virão com o decorrer do tempo: poderão ser de alegrias, decepções,
tristezas e desejos não realizados.
Quem não conhece a dor pungente de uma saudade, por alguém que partiu para outra esfera, ou de um amor que jamais se completou, desfazendo-se em suspiros pelos ares?
Será maravilhoso, se pudermos ecoar nossas vozes pelos cantões deste Universo imenso, imbuindo em cada ser humano, o sentido da ética, ( lealdade, educação, honestidade e solidariedade), e do Ecumenismo, nas diversidades culturais, sejam elas quais forem, mostrando que estamos todos de um só lado.
...E o Tempo vai passando, e as calamidades se sucedendo com a revolta da Natureza, essa Mãe, que não perdoa seus filhos quando a tratam mal.
E o Mundo acorda! A generosidade das pessoas desperta e acorrem todos, de vários Países. para o SOS que vem de longe, de um País paupérrimo, de uma Ásia distante.
Neste momento, o Tempo faz uma pausa. A grande Mãe aplaca sua ira e incendeia os corações emocionados, que fazem os milagres dos renascimentos, retirando dos escombros por seus atos de heroísmo e solidariedade, os que já esperavam a morte.
Existe um País em que muitos óbitos seriam evitados por excesso de chuva, se os que o governam em todas as esferas: Municipal, Estadual e Federal, atentassem mais para o povo sofrido, do que para encher seus bolsos com dinheiro enegrecido. Este é o nosso Brasil.
Seria Utopia, sonhar com um mundo melhor, mais limpo e justo? A tecnologia tão avançada poderá nos responder?
Vamos “jogar” os nossos heróis, mal remunerados, nas ruas, para salvar a vida de cada um de nós, em detrimento da sua e dos seus?
Parodiando o poeta: “Quem passou pela vida e não sofreu, foi espectro de homem, não foi homem, passou pela vida e não viveu.”
Francisco Otaviano (1825-1889).

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