
(réquiem para Coeli)
Que mistério tão grande existe no decorrer de cada dia sem que sintamos algo nos envolvendo , formando suas tramas sem percebermos e...quando damos conta, tudo é Passado!
Foi assim agora, no dia dez de outubro de 2011, que vimos saindo de nossa casa o corpo inerte de uma cadela muito querida que chegou até nós completamente abandonada. Não emitia sequer um som: não latia, não gemia ou chorava. As fadas a trouxeram pelas mãos de minha filha, no natal de 2005.
Será difícil substituí-la! Sem que a ensinássemos, saía da frente quando pedíamos licença, e muitas outras coisas que o espaço não caberia para mencioná-las.
Levou algum tempinho para se recuperar dos danos que a fizeram sofrer.
Depois de linda, como a vemos aqui, nos proporcionou a alegria do seu convívio por seis anos. Adoeceu, já havia feito tratamento de filaria; houve recaída e assim ficou, calada pelos cantos do quintal, novamente emudecida. Só o seu olhar penetrante nos pedia socorro. O conselho da veterinária era um só: ou interna para tomar soro, ou sacrifica, porque não haverá cura.
Parecendo ouvir a sentença extrema, em silêncio, acomodava-se em cada cantinho da varanda, nada querendo comer, como se fugisse da condenação.
E foi assim que no momento em que o meu filho Jorge, com sua esposa, chegou para vê-la, já a encontrou sem vida no lugar em que se acomodara.
COELI jamais terá substituta; nem sua raça era definida; a sua docilidade e total compreensão me fazem imaginar que tenha imigrado de alguma esfera celeste.
ADEUS COELLI!!!

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