sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Extraña Navidad


Que Natal é esse dividido por classes sociais em forma tão desumana?
Como faríamos essa partilha, na hora da ceia familiar das comemorações do nascimento de um Cristo, que se entregou ao suplício da morte pela cruz, deixando ressoar pelos ares a frase tantas vezes repetida: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.”
– O que poríamos nas mesas dos Governantes dos Três Poderes deste País conturbado por tantas guerras, corrupções e injustiças?
– Por baixo dos seus pratos de rica porcelana, fotos de soldados da cavalaria, avançando e pisoteando brasileiros que protestavam contra tanta baixaria, lembrando-nos a época da terrível ditadura que precisamos esquecer.
Abrindo seus guardanapos para o grande banquete, encontrariam páginas de jornais, mostrando bairros alagados há vários dias, com pessoas que passarão a data magna da cristandade, sem casa, sem ceia e sem esperanças.
Suavizemos as tristezas, que se propagam nesta data natalina, meditando nestes simples versos.

Natal

Que mistério insondável existia,
Naquelas verdes plagas de Belém?
Cada rebanho, plácido, dormia
Sob o incansável cuidado de alguém

A noite é calma, o céu é mais bonito!
Tudo é paz, silêncio, ansiedade!
Virá um rei, Presente do Infinito,
Para salvar a triste humanidade!

Jesus nasceu! Em cada peito ecoa!
O mundo inteiro alegre o saberá!
Jesus nasceu! É o brado que ressoa
Por toda a parte da feliz Judah!

Viva Jesus, Senhor dos desgraçados!
Dos ricos, e dos pobres humilhados,
O Deus do Bem, a combater o Mal!

Nesta noite de festas radiosas
Unamos nossas preces fervorosas,
Façamos com Jesus, nosso NATAL!!!

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