sexta-feira, 29 de agosto de 2008

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AGUARDANDO REGRESSO


Alegrei-me quando meu filho, o caçula, que já está passando dos quarenta,
me disse, que visitaria Fortaleza; lugar que incidentalmente foi gerado e veio fazer
parte, como o quarto rebento, por meu lado, da família Lagos e Lucio Bittencourt.
Ainda não voltou; espero ansiosa pelas fotografias que me farão recordar,
quem sabe, se anda estiver por lá, a casa em que vivi por dois anos, na Aldeota, lugar
tranqüilo com gente boa e bonita. Se é que a fúria imobiliária, depois de tanto tempo
já não a tenha transformado em algum prédio de luxo.
Meu marido presidiu a COAP durante este tempo. Fizemos grandes amizades.
Carlos Alberto, o meu filho cearense, nasceu na casa de saúde César Calls, que espero, ainda sobreviva.
Quando cheguei por lá, corajosamente, já levava, o Jorge Filho, com dez anos, o César Augusto, com nove, e Andréia, um bebê de apenas quatro meses, e, para não nos esquecermos jamais de lugar tão hospitaleiro, conseguimos trazer uma lembrança viva: Um cearense que tem orgulho de haver nascido lá. Mas regressamos ao Rio de Janeiro, onde ele completaria o seu primeiro ano de vida sem jamais ter voltado ao seu lugar de origem. Como tudo tem seu tempo e sua hora, chegou a vez, de junto com sua esposa Mari, percorrer os espaços nunca antes percorridos.
Agora estou eu aqui, esperando ansiosa a volta do casal, e também relembrando, o quanto meu marido deu de si, naquela repartição tão cheia de problemas, amenizados pelos bonitos dizeres de um Pergaminho assinado pelos seus funcionários. Infelizmente ele já passou para outra morada, quem sabe, para o descanso tão merecido. Mas o Pergaminho continua intacto, e os filhos que ele deixou, estão se multiplicando cada vez mais, tornando-nos a todos mais e mais unidos nesta minha terceira geração, sempre e cada vez mais, abençoados pelo Deus, no qual cremos, pela fé que nos une.

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