
Homenagem póstuma ao dr. J. Lucio Bittencourt (autor desta mensagem)
Último dia de vida! A voz do tenor reboa na ária da Tosca: "havia no céu uma estrela
e da terra exalava estranho perfume".
Não será provavelmente, hoje, o último dia de minha existência, mas posso cantar como o personagem de Puccini, porque vejo algumas estrelas e estou envolvido por doce aroma, como se estivesse no Empíreo, o céu das estrelas fixas e morada dos deuses mitológicos.
Neste meu Empíreo, há uma estrela mater: de maior fulgor e brilho intenso, da qual foram geradas todas as demais.
E é a essa estrela rainha que, neste dia dos namorados, presto contrito e de joelhos, as minhas homenagens, envolto pela dulcidez de amor que apesar do ocaso de minha vida, não feneceu e ainda evola do meu coração.
Para isso e por isso, acompanho o tenor no início da ária "E lucevan le stelle".
(Itaipu, 12 de maio de 1981) (33 anos de casamento) (falecido em 1983, com 55 anos)

Um comentário:
ah! tia..... que lindo .
sempre me perguntei o porque de mau amor e interesse por óperas, operetas.sabia de algumas por papai.mamãe gostava de operetas. agora mais uma informação: tio jorge e você.
beijo
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