terça-feira, 24 de junho de 2008

PARNASO



Homenagem póstuma ao dr. . Lucio bittencourt autor desta mensagem.

Aqui no Parnaso, o luar transborda dos picos das montanhas, envolve de luz o verdor das matas, rasga as trevas mais densas, e vem se espraiar aos nossos pés, para que pisemos num tapete de dia em plena noite.
Aqui, a tempestade ruge ameaçadora e, num átimo, brilha o sol em seu intenso fulgor.
Aqui, o manto úmido da neve abraça a todos e a tudo e, logo em seguida se desmancha em tênues gotas de orvalho.
Aqui, o oxigênio quase puro, aumenta o rubror do sangue, fazendo-o correr mais célere em nossas artérias.
Aqui, o pulsar do coração é acelerado; e em suas rápidas sístoles e diástoles, bombeia apenas paz, enlevo e tranquilidade.
Aqui no Parnaso, tudo isso acontece.
Aqui, a matéria se confunde com o espírito.
Aqui, o homem se encontra consigo mesmo.
Aqui, no Parnaso, a Natureza está em permanente banquete, onde são servidos os pratos mais raros e requintados, e onde as Musas agradecidas nos fazem sentir Deus, até mesmo no ar que respiramos.

Parnaso, na Grécia antiga, era uma montanha consagrada às Musas, onde os homens as cultuavam. Aqui, elas são cultuadas pela própria Natureza: O desabrochar das flores em seus belos matizes; o plácido canto dos pássaros; o exuberante verde das florestas; o sereno murmúrio das águas; a suave brisa a nos acariciar; a quietude que embala o espírito; tudo é poesia.
É homenagem do Deus Natura às Musas!
Bebe, visitante sedento, essa água boa e cristalina que brota da entranha da pedra,e recebe novas forças para a tua longa caminhada. Enquanto sacias a sede, contempla e te extasia com tanta beleza que te cerca; sente a vida em seu máximo esplendor e agradece às Musas por este momento de felicidade.
E no fim da jornada, quando nossos caminhos se cruzarem no sono eterno, lembra-te que compartilhamos juntos, por um momento fugidio, a Grandeza da Natureza, neste PARNASO.

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