sexta-feira, 25 de abril de 2008

Dia de sorte de uma cadela


Coeli, essa cadelinha de estimação, sem estirpe que a possa distinguir como uma raça pura, foi encontrada, como os seres humanos desamparados pela vida, nos fundos de uma loja, que algum dono insensível abandonara. Estava ali, fraca, sem voz,e sem força. Eu havia pedido a minha filha para procurar um cão mestiço de pastor alemão. Ao entrar neste lugar, vendo-a,
pediu à proprietária para comprá-la, obtendo a resposta que ela estava ali para ser dada. Qual não foi a minha surpresa, quando Andréia chegou em seu carro e me chamou para vê-la. Amendrontada no no banco de trás do veículo, permanecia imóvel; só os olhos brilhavam num pedido de socorro. Senti por ela imensa piedade e atração. Ao ser retirada do carro, não emitia qualquer som: não chorava, não latia e nem tinha forças para andar. Era dezembro de 2005, mês de festas natalinas, bem apropriado para um Renascimento. Soubemos que tinha mais ou menos três meses de vida. Apesar do bom tratamento que teve, parecia traumatizada: as opiniões e os apelidos eram constantes porque sua aparência não era das melhores. Cheguei a pensar que fosse surda e muda, pois continuava em seu silêncio inexplicável. Após vários dias, já mais fortalecida, para surpresa nossa emitia alguns sons simulando latidos. E assim foi indo, foi indo... Sem adestrador, ensinei-a a sentar, a levantar-se quando peço licença para passar etc. Agora late forte, como se fosse um Anjo deus enviado para proteger a nossa casa. Está bonita e feliz exatamente assim como foi retratada.
Obrigada Coeli!Obrigada Deus!

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