segunda-feira, 14 de abril de 2008

Clareando a mente

http://reginalagos.zip.net/

Ontem, perdeu-se no espaço, algo que escrevi, estreando o meu novo blog .

Sobrou apenas o título(Domingo vazio), que já mostraria o meu estado de

espírito. Hoje, com outro ânimo, depois das minhas preces matinais, em favor

dos meus, do Rio de janeiro com a epidemia fora de hora, dos que sofrem em

todos os rincões deste País, resolvi trazer à tona algo diferente e único no meu

estilo de escrever, para que hoje esta segunda- feira seja plena de alegria.



Carta de Matuto



Na cidade dos Parmitos

Lá pras banda de Araxá

Cunheci uma caboca

Tu nem pode carculá!



Vai daí, caro Nho Zeca

Qui eu cumecei a pená

Já pensei em virá bicho

Inté já quis me matá



A marvada era bunita

Qui nem sór a lumiá!

Tinha os cabelo cheroso

Cumo a fro do mangagá!



Nós tava morando junto

Cuando um dia lá chegô

Vistido de armufadinha

O Manezinho doutô!



Foi lá pra vê a Sá Rita

Qui andava indoentada

Gritava a noite interinha

Sufria muito a coitada!



As visita do doutô

Já num tinha precisão

Sá Rita já tava boa

Bunita, qui nem sei não!



Dispôs qui ficô curada

Entoces eu discubri

Qui o doutô cum a danada

Cumeçaro a me traí



Um cabra num chora nunca

Nho Zeca, num ri, eu sei,

Mas a dô foi muito forte

Eu ti juro qui chorei!



Fui a casa do doutô

inté qui ponto cheguei!

Chorando qui nem criança

Nus seus pé me ajuelhei!



Preguntei si era verdade

O qui se andava espaiando

O bandido me arrespondi

Sá Rita tá mi amando!



Senti tontiá a testa

O chão paricia fugi

Garrei na guela do bicho

Inté dexá de gani!



E saí pisando brasa

Dexando o cabra isticado

Fui caçá a sinha Rita

Brabo qui nem cão danado!



A peste eu ia isganá

Mas a mardita tem sorti

Um sordado mi prendeu

Sarvando Rita da morte!



Já faz tempo que tô preso

Ninguem mi vem visitá!

Já tô veio, tô cansado

Mas num dexo de alembrá!



Mi contaro que Sá Rita

Já num fala mais di mim

Arranjô otro caboco...

As muié son tudo assim!



Eu me dispido Nhô Zeca

Ti desejo mió sorte

O meu mar num tem remédio

Só vô discansá na Morti!!!

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